Breve História dos Meus Livros de Performance Digital

N’«Os Meus Livros de Performance Digital» procuro saber o que é a performance digital, a pergunta inevitável quando se estuda, investiga, conversa, etc. sobre esta junção entre a performance (termo já em si complexo) e a linguagem dos meios digitais.

N’«Os Meus Livros de Performance Digital» fala-se da performance como forma de arte, fala-se da performance como campo de experimentação artística, fala-se de teatro, fala-se de dança, fala-se de happenings, fala-se do Futurismo, do Dadaísmo, do Construtivismo. Fala-se também em inovação e interacção e em Merce Cunningham e Biped. Sim! Cunningham e Biped são frequentadores assíduos dos meus livros de performance digital. Poderia contar esta história começando exactamente por aqui: pelas figuras de traços azuis que escapam por entre os corpos dos bailarinos de Cunningham…

Este mês dá-se o início ao número 19 da revista de Arte, Cultura e Tecnologia Interact.
No decorrer dos próximos meses serão disponibilizados, de forma faseada, textos, vídeos e obras que pretendem questionar e discutir a performance digital, trazendo para o nosso conhecimentos outros livros e outras histórias.

Eunice Gonçalves Duarte é artista e investigadora no campo das artes performativas. Nos últimos anos tem-se dedicado à investigação do uso de meios low tech na criação da performance digital. De momento, é doutoranda na Universidade de Coimbra, onde desenvolve a tese «Para uma Estética da Performance Digital». Para além de ter trabalhado com criadores e companhias de teatro em Portugal, tem apresentado o seu trabalho em alguns países europeus, como a Finlândia, Grécia, Irlanda, Inglaterra, Suíça e Turquia. Mais recentemente criou a performance digital low tech «A História é Clandestina» («Stealth Stories»). Encontra-se de momento a desenvolver a peça “Inside Out: Blessed are the Machines that Allow Us to See» e colabora no projecto artístico «How do We Collaborate Online», criado por Matt Ball para o National Theatre Wales.