O Plano do Chão: Entrevista a Fernanda Fragateiro

Fernanda Fragateiro (Montijo, 1962) interessa-se por repensar e testar as práticas modernistas através da investigação continuada com base em matéria de arquivo, materiais e objetos. A sua obra foi exposta no Museu de Arquitetura, Arte e Tecnologia (Lisboa, 2017), La Galleria Nazionale d’Arte Moderna e Contemporanea di Roma (2017), Fundação Eugénio de Almeida (Évora, 2017), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 2016), CaixaForum (Barcelona, 2016), Palais des Beaux-Arts de Paris (2015), Carpenter Center for the Visual Arts (Cambridge, 2015), CIFO Art Space (Miami, 2014), The Bronx Museum of the Arts (2014).
Os seus trabalhos são parte de diversas coleções institucionais e privadas. A artista é representada pela Galería Elba Benitez (Madrid), Arratia Beer Gallery (Berlim), Galeria Baginski (Lisboa) e Josee Bienvenu Gallery (Nova Iorque).

Entrevista conduzida por Cláudia Madeira com registo e edição de Teresa Vieira e Catarina Cabrita.

 
Temas: O Plano do Chão / Das hortas agrícolas às hortas urbanas / Da documentação das Hortas do Martim Moniz (1997) às esculturas fotográficas sobre o tema e ao uso da matéria vegetal nos projetos artísticos / Criação participativa de um jardim no Bairro de Marvila no âmbito de Lisboa Capital do Nada (2001)

 
Temas: «O paraíso é um lugar onde nada acontece» / «Jardim das Ondas» / Intervenções no Centro de Observação de Ave e Fauna Ibérica no Alentejo

 
Temas: Participação numa exposição colectiva nos jardins do Palácio de Belém / Paisagem 26,04- 27,20 / Intervenção nos Jardins da Gulbenkian / Evolução das hortas urbanas no espaço público

Cláudia Madeira é docente e investigadora do IHA e do CIC.DIGITAL da NOVA/FCSH. Realizou pós-doutoramento intitulado Arte Social. Arte Performativa? (2009-2012) e o doutoramento em Sociologia sobre Hibridismo nas Artes Performativas em Portugal (2007) no ICS/UL. Entre 2007 e 2009 concebeu o projeto Hortas Urbanas, Hortas Criativas no Departamento de Planeamento Estratégico do Município de Odivelas, do qual resultou o projeto Hortinhas da Paiã implementado na Escola Agrícola da Paiã. É guardiã da Horta do Baldio desde 2014, sobre a qual escreveu vários artigos e onde desenvolveu o projeto Estendal, uma experiência de curadoria performativa no espaço público em torno de projetos artísticos sobre Hortas, em Junho 2016, a partir da obra de Fernanda Fragateiro, Fernando Brito e Álvaro Domingues e com a colaboração dos seus alunos do seminário de mestrado em Programação de Artes Cénicas.

Licenciada em Jornalismo, pela ESCS, frequenta o Mestrado de Ciências da Comunicação (Comunicação e Artes) da NOVA/FCSH, onde desenvolve uma tese sobre Memória Cultural e o Cinema Lituano pós-independência da URSS. Assistente de Comunicação da Trienal de Arquitectura de Lisboa, em 2014, do Gabinete de Informação do Parlamento Europeu, em 2015, da Vodafone Portugal, em 2016, e da Junta de Freguesia da Estrela, em 2017, sendo presentemente a responsável pelo design gráfico do Gabinete de Informação do Parlamento Europeu em Portugal. Tem desenvolvido projectos em diversas áreas: coordenadora e produtora de actividades no âmbito da Celebração do 40ª aniversário da Revolução de Abril (na ESCS e na Associação 25 de Abril); investigadora e assistente de imagem no documentário Entre a Casa e o Corpo (pela ESCS); professora de Português no Projecto Multilingual Lithuania; colaboradora do blog Curly Mess; Membro do Júri Universidades da 14.ª edição do IndieLisboa Film Festival (pela FCSH), entre muitos outros.

Fotógrafa. Licenciada em Artes Plásticas pela Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.