Hortas e Ambiências Holísticas

Introdução

O presente projeto constitui uma via conceptual e empírica orientada para a resposta à seguinte questão: de que se fala quando se fala de hortas? Procura retratar a realidade múltipla das hortas e mostrá-la através da criação de um percurso piloto que tem por título «Hortas e Ambiências». Este percurso recorre a um formato artístico que tem por base a ligação horta/pessoa.

Apoia-se na ideia de génese da vida propriamente dita e da nossa percepção holística, raramente consciente, que a ciência mostra cada vez mais ser importante nos nossos percursos quotidianos. Tal perceção surge equipada com uma inteligência corporal e cognitiva que não é de todo negligenciável e da qual depende a nossa «racionalidade» (Nussbaum, 2001).

O projeto tem dois objetivos: (1) Analisar as hortas em função da potencial relação holística estabelecida entre horta e hortelão e horta e visitante, pois esta permite melhorar comportamentos sócio-ambientais (Worthy, 2013), também com o intuito de sensibilizar decisores; (2) Demostrar a sua utilidade operacional enquanto instrumento de diagnóstico social.

A realização do percurso foi efetuada de forma a concretizar a análise horta/hortelão, mas também a estabelecer a análise dos impactos das hortas nos seus visitantes. A sua conceção procura: (1) Criar um percurso cujo início e fim são aleatórios, mostrando paisagens e lugares que se estudam como várias tipologias/ambiências; (2) Adotar uma metodologia qualitativa apropriada a uma visão holística (Worthy, 2013), para analisar as ligações existentes ambiente/pessoa (Latour, 2001), integradas no percurso (3) Adaptar o trabalho de Álvaro Domingues, fazendo uma conversão da parte visual das suas publicações (Domingues, 2013, 2015), na visita às hortas em forma de percurso, e da parte escrita, num áudio incluído no itinerário.

Este percurso procura analisar as características sociais e da paisagem/lugar e as várias ambiências, utilizando os seguintes instrumentos de operacionalização: conceitos artísticos integrados como o próprio percurso per si, fotografias e áudio e também o acervo de casos de estudo disponíveis no estado actual dos conhecimentos (Sousa, 2015; 2016; Madeira, 2017).

Aspectos do percurso: hortas espontâneas de Chelas (Fonte: Luísa Ferreira, 2017)

Aspectos do percurso: hortas espontâneas de Chelas (Fonte: Luísa Ferreira, 2017)


Parque Hortícola da Quinta da Granja (Fonte: Câmara Municipal de Lisboa)

Parque Hortícola da Quinta da Granja (Fonte: Câmara Municipal de Lisboa)


Parque Hortícola de Campolide (Fonte: Raquel Sousa, 2017)

Parque Hortícola de Campolide (Fonte: Raquel Sousa, 2017)

 

Estado Atual do Conhecimento e Metodologia

O contexto deste trabalho, onde o objeto principal incide no processo de perceção e apropriação do espaço por parte de um grupo de pessoas, remete para uma metodologia de investigação que privilegia a observação e a compreensão das suas práticas e representações, e o modo como estas são construídas no território. A emergente orientação da psicologia ambiental para um conceito psicossocial da sustentabilidade permite analisar comportamentos sociais e, neste caso, também espaciais e territoriais, de um ponto de vista «holístico», através de, como destaca Guerra (2006), uma tipologia de análise qualitativa, que pela autora é definida como «abrangente».

É importante entender que a exploração ou experimentação ambiental é uma pré-condição para a perceção e para a cognição ambiental. Segundo Rabinovich (2004), o ser vai recebendo informações do meio e de si próprio ao movimentar-se e apropria-se deste ao adquirir noção de si próprio, ganhando interesse e emotividade pelo primeiro. A atuação criativa possibilita a reestruturação da relação psicológica entre nós próprios e o que nos rodeia de forma semelhante ao processo vivido na infância. Aquando desta, ainda não temos estabelecida a separação pessoa/ambiente e por isso há um investimento muito forte no ambiente. Tais experiências servem de fundamento e são presentificadas pela recordação e sua atualização. A perceção é a captação, seleção e organização das informações ambientais, orientada para a tomada de decisão que torna possível uma ação inteligente (i. e., dirigida para um fim) e que por esta se expressa, permitindo atuar. Adquire-se quando se atua e modifica-se em função dos resultados da atuação. Ou seja, a perceção do meio ambiente é aprendida e está carregada de afetos que traduzem juízos a seu respeito e sobre as intenções modificadoras que empregamos.

Por seu lado, na aceção de Turco (1988), a territorialidade entendida como qualidade geográfica não é sempre vivida enquanto tal, mas «é declinada através de configurações variáveis no tempo e no espaço, nas quais são reconhecíveis conformações arquetípicas» (p. 234) como a paisagem, o ambiente e o lugar. Para dar conta desta realidade viva é necessária uma descrição do território que contemple a sua própria complexidade, multiplicidade e ambiguidade. A territorialidade torna-se, portanto, uma narrativa: uma representação do mundo em que os atores individuais e coletivos literalmente conquistam a sua própria identidade. É através da narração que o sentido do território, a pertença, se constrói, junto com a sua qualidade territorial, enquanto a apropriação tem a ver com um exercício do poder mais simbólico, que valoriza o valor de uso do espaço e o conceito de espaço vivido (Ludovice, 2016). Assim procura-se emancipar a produção de conhecimento dos resquícios da epistemologia tradicional/abissal (Santos, 2007), simetrizando os saberes existentes no mundo e ancorando a reflexão sobre eles nas condições locais e situadas da validade de cada um deles. Ainda na epistemologia das ciências, Latour (2005) utilizou o par objeto/pessoa para melhor descrever uma relação biunívoca e de interdependência existente entre o ser humano e o meio que o rodeia e que ele próprio modifica (exemplo: computador/pessoa, tecnologia/humano) e onde poderemos colocar o par natureza/pessoa por oposição.

Por outro lado, a ideia de «a natureza sou eu», defendida pela deep ecology (Naess, 2001; Kopnina, 2013; Worthy, 2013), pode assim ser encarnada por este par, muito embora tenha uma gestação independente desta, pois em boa verdade, esta perspetiva utiliza termos correspondentes como «não dissociação entre pessoa e natureza, na relação holística», melhorando, dessa forma, a maneira como lidamos com os problemas ambientais (Worthy, 2013). Este fenómeno resulta de uma mudança paradigmática na maneira como encaramos a natureza, passando de uma abordagem externa a uma internalização, através do conceito de «não dissociação». A visão holística defendida pela deep ecology (Arne, 1989; Næss, 1989; Kopnina, 2015; Worthy, 2013) é oposta ao conceito de usufruto da natureza usualmente adotado, e que mostra uma visão antropocêntrica.

 

Pares Horta/Hortelão

O percurso piloto estabelecido nas hortas procura assim um mapeamento criativo ou, se quisermos, uma narrativa num formato de aprender a desaprender, estabelecendo diferentes ambiências. Estas narrativas decorrem, naturalmente, da associação particular (leia-se: não dissociação) dos hortelões e visitantes e respetivas hortas.

A comparação de alguns casos selecionados nos Parques Hortícolas (PH), Horta do Baldio (HB) e Hortas espontâneas de Chelas (HC), através do recurso a observação, entrevistas, conversas e registos fotográficos permite uma análise de enquadramento sócio-económico-ambiental (Sousa, 2016) mas também das ambiências geradas. Foi efetuada através da seleção de indicadores que se traduziu numa maior ou menor relação holística horta/hortelão, criando ambiências distintas (Tabela 1).

 

Ambiências

A análise parece mostrar não ser possível que combinações diferentes, experimentadas no percurso, gerem a mesma realidade, pois quando se ensaia uma gestação diferente esta tende a falhar. É o caso das hortas de Chelas, onde a tentativa de as incorporar em parques hortícolas tem sido difícil, mostrando a influência e a dependência da combinação particular das características do par horta/hortelão. As fotos selecionadas e a Tabela 1 mostram indicadores e ambiências.

Horta espontânea de Chelas (Fonte: Raquel Sousa, 2017).

Horta espontânea de Chelas (Fonte: Raquel Sousa, 2017).


Horta espontânea de Chelas (Fonte: Raquel Sousa, 2017).

Horta espontânea de Chelas (Fonte: Raquel Sousa, 2017).


Horta espontânea de Chelas (Fonte: Raquel Sousa, 2017).

Horta espontânea de Chelas (Fonte: Raquel Sousa, 2017).

Par: Horta espontânea Chelas/hortelões mostra pertença e apropriação.

 

Parque Hortícola da Quinta da Granja (Fonte: CML)

Parque Hortícola da Quinta da Granja (Fonte: CML)


Parque Hortícola de Campolide (Fonte: Raquel Sousa, 2017)

Parque Hortícola de Campolide (Fonte: Raquel Sousa, 2017)


Parque Hortícola de Chelas (Fonte: Raquel Sousa, 2017)

Parque Hortícola de Chelas (Fonte: Raquel Sousa, 2017)

Pares: PH da Quinta da Granja, PH de Campolide/hortelão e PH de Chelas/hortelões mostram menor pertença e apropriação.

 

Horta do Baldio (Fonte: https://www.facebook.com/HortaBaldioEntrecampos/

Horta do Baldio (Fonte: https://www.facebook.com/HortaBaldioEntrecampos/


Horta do Baldio (Fonte: https://www.facebook.com/HortaBaldioEntrecampos/

Horta do Baldio (Fonte: https://www.facebook.com/HortaBaldioEntrecampos/

Par Horta do Baldio/hortelões mostra pertença e apropriação.

 

Análise Indicadores Ambiência 1: Horta do Baldio/hortelões (Relação holística média) Ambiência 2: Hortas espontâneas de Chelas/hortelões (Relação holística maior) Ambiência 3: PH Qt.ª da Granja, Chelas e Campolide/hortelões (Relação holística menor)
Análise dos indicadores e relação holística

Indicadores Quantitativos:
– Tempo de permanência na horta
– Estruturas construídas pelos hortelões (cobertos, depósitos etc.)
– Área da horta
Indicadores Qualitativos:
Pertença (inclui modo de ocupação, culturas tradicionais da zona originária do hortelão, desenho interno do talhão, expressões, gestos e disposição do hortelão) conforme registos das entrevistas, inquéritos, filmes e fotografias;
Apropriação do hortelão, onde o conceito de espaço vivido é adaptável ao contexto das hortas pois os hortelões não tem posse da terra. Assim, os aspectos paisagísticos que incluem também a antropização, as atitudes, os tipos de culturas perenes e/ou sazonais, as formas, delimitação e áreas dos talhões e as dinâmicas de cultivo são parte do espaço vivido.

Média: 4 indicadores fortes e 1 fraco. Restantes características acentuam a análise: perceção do projecto associada à criação de uma paisagem ambientalmente significativa, cujo ordenamento existe por consenso, sem talhões individuais e com a área de 5000 m2, comunitária, apresentando diferentes características morfológicas. Aspecto paisagístico valorizado pelo lago, camas elevadas, veredas, tipo de culturas. Desvalorizados pelo abandono das áreas não cultivadas, que pode melhorar através de uma visão alternativa de Lisboa.

Forte: 5 indicadores fortes. Restantes características acentuam a análise: a perceção do meio ambiente está, inconscientemente, carregada de afetos, mensuráveis quer pelo tempo de ocupação diário da horta, pela construção ou utilização de várias estruturas quer pela mostra de pertença: a gestão comunitária dos espaços e recursos comuns, a escolha da morfologia e maiores áreas dos talhões, as relações entre hortelões, os gestos e expressões, e a tradução da apropriação na delimitação de espaço heterogéneos, na escolha de culturas ligadas às ilhas originárias (e. g., cana do açúcar), que existem em simultâneo com a consciência de uma ocupação das hortas por vezes nem sequer autorizada. Aspetos paisagísticos valorizados pelos socalcos, veredas, sebes como vedação, portões rústicos, tipo de culturas. Podem ser desvalorizados socialmente se interpretados como desorganização do espaço.

Fraca: 5 indicadores fracos (exceção a horta de Chelas, dado a ocupação ser maior). Restantes características acentuam a análise: a perceção das hortas associada a utilitarismo, com o menor tempo de ocupação (excepção ao PH Chelas) e menos estruturas construídas, assim como menor área, nível de pertença e apropriação. Talhões regulares com vedação de arame: aspectos paisagísticos de valor reduzido dada a monotonia que pode ser valorizada se interpretada como organização do espaço.

Tabela 1: Análise dos indicadores: ambiências e relação holística.

 

Pares Horta/Visitante: Percurso Piloto

Neste caso, o objetivo consiste em gerar condições para que os visitantes, tentativamente, consciencializem a ligação holística existente através de uma experiência artística, apoiada em vários recursos: o percurso, através da imersão em cada paisagem/lugar e da exposição às várias ambiências e ao seu conjunto, assim como a audição do conteúdo poético e informativo do áudio, preparando-o para experienciar a relação com a natureza de uma forma holística no tempo imediatamente anterior à visita a cada ambiência. A visita é assim precedida da audição do áudio no espaço temporal de deslocação entre hortas, quer seja por transportes públicos, de bicicleta ou a pé. O visitante, no tempo passado em cada horta, não utilizará os auscultadores. Isto permitir-lhe-á constatar (ou não) a ligação holística nas hortas. Nas hortas observa-se, sente-se, convive-se, e isto é condição necessária para analisar a relação do visitante com cada ambiência. O propósito será analisar os resultados desta experiência.

 

Par Horta/Visitante

O visitante vai-se preparando através do áudio para uma experiência holística e sensorial onde a mente e o corpo se fundem e que poderá, no seu potencial máximo, ser semelhante à descrita em Doors of Perception de Aldous Huxley. Um extrato deste livro encontra-se gravado, exponenciando a capacidade de todas as coisas poderem ser belíssimas ao serem percecionadas por sentidos/mente mais integrados. Semelhante a uma aula de ioga, alcançando mindfulness. Ou a uma criança ao observar na sua solidão a natureza, como diria Alberto Caeiro (texto incluído no áudio). O áudio (extrato da parte poética abaixo) tem como intenção tornar percetível o objetivo da experiência: sentir as diferentes ambiências no seu todo e individualmente e proporcionar experiências cósmicas que, de um ponto de vista holístico, evidenciem também as diferentes relações território/lugar/paisagem/pessoas.

Áudio de Alexandre Sarrazola

 
O apelo é dirigido não ao entendimento mas à consciência do ser que se mantém desperta e lúcida, contudo mais abrangente e apta a realizar o objetivo deste percurso. A análise é feita através de pares horta/visitante onde, individualmente, se identifica uma ambiência como a preferida.

O percurso foi efectuado por 3 visitantes e as entrevistas e fotografias mostram o seguinte:
Leonor: costuma praticar ioga e sentiu com maior facilidade a integração holística na Horta do Baldio. O segundo local foi a horta espontânea de Chelas.
Joana: entrou na experiência, com um nível de integração bom, como se constata a partir das fotografias, mostrando-a a colher ramos de flores nas hortas espontâneas de Chelas que lhe pareceram as que resultam melhor por serem mais selvagens.
Luísa: transporta a câmara fotográfica que utilizou: diz perceber racionalmente a ligação holística par hortelão/horta, mas não a experienciou a nível integral.

Leonor, Luísa e Joana efectuando o percurso (Fonte: Luísa Ferreira, 2017)

Leonor, Luísa e Joana efectuando o percurso (Fonte: Luísa Ferreira, 2017)


Leonor, Luísa e Joana efectuando o percurso (Fonte: Raquel Sousa, 2017)

Leonor, Luísa e Joana efectuando o percurso (Fonte: Raquel Sousa, 2017)


Leonor, Luísa e Joana efectuando o percurso (Fonte: Raquel Sousa, 2017)

Leonor, Luísa e Joana efectuando o percurso (Fonte: Raquel Sousa, 2017)

 

Análise: Par Horta/Visitante

A análise mostra ser possível, através dos resultados do teste com os três visitantes, que parte destes experienciem uma integração holística com a natureza.

 

Conclusões

O percurso mostra uma experiência diferente, dependendo do que se adoptar como inicio e fim. No entanto, os pares permanecem, o que sugere a sua estabilidade.

Os pares horta/hortelão encontrados parecem mostrar a estreita relação biunívoca entre o hortelão e a horta. Infere-se que basta esta existir para que esteja provada a contribuição das hortas como catalisadores de melhorias comportamentais em relação a problemas ambientais, dada a internalização desta relação. A existência de uma ligação holística, quer consciente, quer inconsciente, permite uma «ligação à terra» que parece constituir um benefício em termos de defesa do ambiente incluindo a presença constante, o fazer-fazer e uma atitude de pertença.

Em relação às características sociais, políticas e económicas desta realidade, este trabalho vem também corroborar o facto de as hortas geridas pelos cidadãos serem aquelas que apresentam maior dinamismo e exercício da cidadania (Sousa, 2016). Esta tendência parece claramente ser independente da caracterização social dos hortelões. A ilação apoia a ideia defendida por Álvaro Domingues sobre as hortas poderem servir de diagnóstico social.

Em relação à vertente do percurso visitado, os pares horta/visitante mostram parecer possível que este funcione em relação aos objetivos pretendidos. A experiência só estará completa quando o percurso for aberto ao público. Pretende-se assim dar continuidade ao estudo desta vertente e criar novas ferramentas para permitir ao público a percepção da realidade de uma forma mais integrada, usando a arte como instrumento e aumentando os formatos artísticos de intervenção nesta realidade de forma a influenciar decisores quanto à integração destes campos.

 

Bibliografia

Domingues, A. 2012. Vida no Campo. Porto: Dafne Editora.

Latour, B. 2005. Reassembling the Social: An Introduction to Actor-Network-Theory. Oxford e Nova Iorque: Oxford University Press.

Ludovice, A. 2016. Percepção e Apropriação do Território. Os Guineenses em Lisboa: Duas Gerações em Comparação, Tese de Mestrado. Lisboa, Instituto de Geografia e Ordenamento do Território, Universidade de Lisboa.

Kopnina, H. 2015. «If a Tree Falls and Everybody Hears the Sound: Teaching Deep Ecology to Business Students». Journal of Education for Sustainable Development, 9 (1): 101-116. doi:10.1177/0973408215569119.

Madeira, C., 2015. «Horti+Cultures: Participation and Sustainable Development of Cities». Comunicação apresentada na ENCATC Research Session. Lisboa, Universidade Nova de Lisboa.

Madeira C. et al. 2017. «Transportadores de Memórias: Entrevista a Rodrigo Bettencourt da Câmara»

Marat Mendes, T. 2011. «Lisbon’s Territory from a Morphological and Environmental Approach: Lessons for a Sustainable Urban Agenda». Cidades, Comunidades e Territórios, 22, 22-40.

Næss, Arne, 1989. Ecology, Community and Lifestyle: Outline of an Ecosophy. Cambridge: Cambridge University Press.

Nussbaum, M, 2001. Upheavals of Thought: The Intelligence of Emotions. Cambridge: Cambridge University Press.

Santos, S., 2008. Conocer desde el Sur: Para una Cultura Política Emancipatória. La Paz: Plural Editores.

Sousa, R., 2016. «Morfologia Urbana e Sustentabilidade: Agricultura Urbana em Lisboa». Dinamia CET-IUL.

Sousa R., 2016. «Combining Top-Down and Bottom-Up Gardens in Lisbon as an Improved Planning Strategy», in Growing in Cities: Cost Conference on Urban Allotment Gardens (Atas). Basileia.

Turco, A., 1988. Verso una Teoria Geografica della Complessità. Milão: Edizione Unicopli.

Iniciou fotografia na FBA do Porto, onde nasceu a 30/03/62, e licenciou-se na Universidade de Évora em Engenharia Agrícola. Mestre em Geografia pela California State University, continuou a educação artística na UCBerkeley (pintura), com Rui Zink (escrita criativa) e, em colaboração, em «Mais pra Menos que pra Mais», de Vera Mantero, em «Estendal», e na co-criação de «À Noite Todos os Gatos são Pardos» (Teatro Ibérico, com Cláudia Madeira. Leccionou na U. Lusófona e na U. do Algarve. Publicou artigos também no âmbito do doutoramento em Agricultura Urbana e na combinação desta com arte. Escreveu vários manuais técnicos e um livro editado pela F. Ciência Viva, 1 Horta para fazer ciência. Fundou a Biosite: Cooperativa de Desenvolvimento Local.