Author: Catarina Patrício

[Dezembro, 1980] Artista Plástica, investigadora em Cultura Contemporânea e Novas Tecnologias no Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens [CECL], docente na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias [ULHT]. Licenciou-se em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa [FBA-UL: 1998-2003], tendo estudado fotografia e gravura na Fachhochschule Bielefeld [2000]. Em 2008 concluiu o Mestrado em Antropologia dos Movimentos Sociais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa [FCSH-UNL], onde se doutorou em 2014 em Ciências da Comunicação, tendo-lhe sido atribuída uma bolsa de investigação individual pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

A Ficção como Método: Um Conto de Ficção Científica e a Ontologia Orientada por Objectos

Na tentativa de pensar a técnica como algo vivo e pulsante, como o vírus de Burroughs em «Feedback de Watergate para o Jardim do Éden» (1970), Steven Shaviro usa um conto de ficção científica como método de acesso à Ontologia Orientada por Objectos1 – um contemporâneo movimento metafísico que integra várias linhas de pensamento a convergir para uma crítica geral ao antropocentrismo. 
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Entrevista a Pascal Chabot

Catarina Patrício: Porquê o título Simondon du désert?
[Título do filme de François Lagarde, conduzido por Pascal Chabot, dedicado à obra de Gilbert Simondon. Trailer em http://www.youtube.com/watch?v=DB1pe_PFyq8]

 

CP: Segundo André Leroi-Gourhan, muito influente sobre o trabalho de Simondon, para os primeiros hominídeos «a mão libertada pela posição erecta chamou a si ferramentas». 
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Notas sobre a Mecanologia de Gilbert Simondon

Numa arrebatadora «inveja» do movimento natural do mundo, o Homem montou um «exército» de objectos por si talhados, perigosos mas suficientemente domesticados, prontos para consigo manobrar e tornear as curvas da Terra, disse Marinetti1. Longe de considerar a técnica como instaladora de domínio e controlo do ser humano sobre o mundo natural, na mecanologia de Gilbert Simondon a técnica vive na ressonância entre natureza e sujeito, assumindo-se como a interface que quebra a clássica bipolaridade entre sujeito e objecto. 
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