Author: Clara Gomes

Clara Gomes é performer e cineasta, docente universitária e investigadora integrada na área das ciências da comunicação do ICNOVA da Universidade Nova de Lisboa. Após tese de doutoramento apresentada nessa universidade - Ciberformance - a performance em ambientes e mundos virtuais - desenvolve investigação sobre os usos de plataformas virtuais e interfaces multimodais para as artes e o netactivismo. Participa no projecto internacional de mixed reality performance Senses Places. No campo da vídeo-arte e vídeo-performance tem obras exibidas internacionalmente em várias galerias, museus e festivais. Desde 1988 que trabalha em vários campos da comunicação: imprensa, televisão, assessoria de imprensa e cinema.

Constelações em Rede: Entrevista a José Bragança de Miranda

Um dos principais pensadores da cultura contemporânea em Portugal, José Bragança de Miranda, vem investigando sobre as formas de pensar as novas tecnologias, o digital e as formas de acção ou activismo que se desenrolam através das redes, propondo – mais do que uma teoria única e centrada – uma forma de reflectir estes fenómenos em constelação, a partir de um conceito benjamiano de inspiração platónica (vide «A constelação como método do contemporâneo» in Netativismo, Edições Universitárias Lusófonas, 2017). 
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Me Myself and I: A Ciberformance no Metaverso

 
Me Myself and I, um work in progress, é um projecto de performance desenvolvido entre o Second Life e o primeiro mundo. Através desta obra, reflicto sobre a obsolescência do corpo e sobre a necessidade da sua ampliação, sobre a nossa emergente condição pós-humana que conduz a um novo conceito de corporalidade, sobre a questão da presença na performance digital e sobre a problemática da identidade no cibermundo ou metaverso. 
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Futurismo: Na Génese da Performance Digital

«Enquanto as distinções entre a arte da performance e outros novos media são hoje bastante difusas, requerendo novas terminologias, novas maneiras de descrever «performance» neste contexto de trabalho altamente dramático e performativo, é bem claro que o motor histórico da arte e da estética contemporânea é o da história da performance e que ela começa com os futuristas.»

RoseLee Goldberg, in Art and Performance Live, 2004, p. 
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