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Mecanologia (Julho a Dezembro de 2013)

Obsolescência Programada, ou a Morte Induzida dos Objectos Técnicos

«Prefiro as máquinas que servem para não funcionar; quando cheias de areia, de formigas e musgo – elas podem um dia milagrar de flores.

(os objectos sem função têm muito apego pelo abandono.)

Também as latrinas desprezadas que servem para ter grilos dentro – elas podem um dia milagrar violetas.

 
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Aceleração Esteticista ou Estética Política?

Escrevi este texto animado por uma esperança. É possível aprender a não resistir às mensagens de autores como Virilio e Simondon. Passa por um trabalho estético, uma dobra sobre si. Porque, neste começo do século, resistir a estes autores, considerados «chatos» pela geração digital, é relativamente fácil. 
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Tempo e Espaço do Imaginário Sensível: O Humano e o Maquínico em Confluência Morfogénica

Em certa medida, há diversos modos inventivos e surpreendentes de se narrar histórias (histories) ou mesmo estórias (stories), para se utilizar a distinção designativa em inglês no que se refere, em primeira instância, à investigação e ao estudo de fatos e acontecimentos realizados no passado da humanidade e, em segunda instância, ao poder do engenho criativo do ser humano de comunicar seus pensamentos, valores, crenças e sensações pessoais. 
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Esteticização do Mecanismo: «Plateau», de Paulo Lisboa

Mestres das máquinas, operadores, inspectores e supervisores – os seres humanos sempre pensaram estar ao comando da técnica – veja-se esta paradigmática «mensagem da indústria para si».

 

Mas da mesma maneira que se encara a técnica como um veículo de auxílio e emancipação, surgem, com a mesma proporção, as reacções mais negativas que, para Gilbert Simondon, mais não são do que produto da imaginação: «In this case, then, once through an imaginative process the machine has become a robot, a duplicate of man, but without interiority, it is quite evidently and inevitably nothing other than a purely mythic and imaginary being. 
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Plateau

Nesta edição da Interact, a secção Laboratório apresenta o registo vídeo da instalação «Plateau», de Paulo Lisboa. A instalação é composta por um projector de 16 milímetros e a sua projecção – literalmente a sua projecção: o artista furou cada frame de uma película que, quando posta em movimento, expõe os filamentos da incandescente lâmpada no interior do dispositivo graças ao efeito de câmara estenopeica. 
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Entrevista a Pascal Chabot

Catarina Patrício: Porquê o título Simondon du désert?
[Título do filme de François Lagarde, conduzido por Pascal Chabot, dedicado à obra de Gilbert Simondon. Trailer em http://www.youtube.com/watch?v=DB1pe_PFyq8]

 

CP: Segundo André Leroi-Gourhan, muito influente sobre o trabalho de Simondon, para os primeiros hominídeos «a mão libertada pela posição erecta chamou a si ferramentas». 
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Notas sobre a Mecanologia de Gilbert Simondon

Numa arrebatadora «inveja» do movimento natural do mundo, o Homem montou um «exército» de objectos por si talhados, perigosos mas suficientemente domesticados, prontos para consigo manobrar e tornear as curvas da Terra, disse Marinetti1. Longe de considerar a técnica como instaladora de domínio e controlo do ser humano sobre o mundo natural, na mecanologia de Gilbert Simondon a técnica vive na ressonância entre natureza e sujeito, assumindo-se como a interface que quebra a clássica bipolaridade entre sujeito e objecto. 
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