«Desktop Cinema»: Kevin B. Lee e a Política do Ensaio Audiovisual Digital

Kevin B. Lee é um dos autores de ensaios audiovisuais digitais mais populares, mais ativos e mais criativos da atualidade. O trabalho de Lee exemplifica várias características definidoras desta prática como, por exemplo, um interesse pelo cinema que prolonga e investiga as próprias experiências do autor enquanto espectador; o uso de ferramentas de montagem digital que sublinha a natureza processual do ensaio e a inexistência de métodos pré-determinados para a sua prática; os seus modos de produção e de recepção colaborativos e dialógicos; a produção de textos escritos que acompanha a publicação dos ensaios; a combinação de elementos audiovisuais e textuais nos próprios vídeos; e finalmente, o uso do ensaio num contexto pedagógico (Lee já usou o ensaio quer como aluno, quer como professor)1
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Editorial

O cinema nasceu na passagem para o século XX e por isso foi caracterizado como uma arte que concretizava parte dos anseios, mecanização e velocidade modernas. A observação da sua evolução — desde as primeiras experiências de captação de imagens em movimento, a constituição primitiva de uma linguagem cinematográfica, a que se seguiu um período clássico e moderno — fez com que se apelidasse a sétima arte como um fenómeno de rápida evolução, sobretudo se comparável com a lentidão milenar do teatro, da música ou da pintura. 
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Esses sons que nos seduzem…

Esses sons que nos seduzem, espaços cósmicos povoados por intangíveis, formas mutantes e efémeras, fumarolas de ideia, etéreos e permanentes, fabricados para o prazer do ouvido, os sons esfumam-se e desaparecem, deixando traços na memória, moldando a imaginação… 
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O Rádio como Corpo sem Órgãos

«O Rádio como Corpo sem Órgãos» pensa o Rádio a partir desta expressão de Antonin Artaud: rádios livres, rádios criadas por coletivos loucos, e diferentes formas de rádio-arte e arte sonora, desde a primeira radiofonia alemã e as paisagens sonoras. 
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A Estética da Opacidade na Lírica Feminina Musical: O Embate Indissolúvel entre o Analógico e o Digital nos Ecos da Alteridade

Este trabalho objetiva elucidar elementos comparativos entre a estética musical de duas compositoras da música popular contemporânea: Elizabeth Fraser (cantora escocesa) e Adriana Calcanhoto (cantora brasileira). O estudo comparativo pretende analisar como as duas artistas empregam um filtro interpretativo feminino contemporâneo para se compreender a realidade do mundo. 
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Dos Lugares Invisíveis

A invisibilidade do som é uma das razões pelas quais os projetos de planeamento urbano negligenciam uma reflexão sobre as variáveis acústicas, mas a qualidade do ambiente sonoro é um tema universal e é algo que nos afecta a todos. 
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Dispositivos Sonoros: O Uso de Gravações de Som como Ferramenta Metodológica para a Compreensão das Relações entre Sonoridades, Espaços e Eventos

O trabalho discute o uso de gravações de som como ferramenta metodológica para investigação das relações sonoridades/espaços. Procura estabelecer conexões entre arte e ciência, relatando o processo de composição de dispositivos sonoros que oferecem formas audíveis de conhecimento. 
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