Futurismo: Na Génese da Performance Digital

«Enquanto as distinções entre a arte da performance e outros novos media são hoje bastante difusas, requerendo novas terminologias, novas maneiras de descrever «performance» neste contexto de trabalho altamente dramático e performativo, é bem claro que o motor histórico da arte e da estética contemporânea é o da história da performance e que ela começa com os futuristas.»

RoseLee Goldberg, in Art and Performance Live, 2004, p. 
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Entrevista a Leonel Moura

Margarida Medeiros: Os seus projectos têm uma componente grande de automação. Interessa-lhe a questão da autonomia da obra, aquilo que ela pode gerar por si mesma?

 

MM: O seu interesse é mais pelo processo de construção, ou pela criação do um objecto ele mesmo capaz de entrar criativamente noutro processo? 
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A Luta contra o Obsoleto entre Moda e Tecnologia

A moda nasce como fenómeno com o significado central da celebração do novo, contrariamente a algumas definições que fazem do vestuário um construtor de identidade, fazendo confusão entre moda e traje, ou ainda entre moda e subculturas juvenis.

Segundo Ted Polhemus1, através da contaminação e da imitação na moda, acontece o extraordinário evento em que o indivíduo, de repente, deseja a mudança, sente que através dela o seu próprio corpo poderia viver melhor porque o novo iria representar o que há de melhor. 
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Cenário, Imaginário e Obsolescência: A Cidade Moderna e a Cidade Pós-Moderna através de «Loving the Alien» (David Bowie, 1985)

Realizado por David Mallet em 1985, o videoclip da faixa de David Bowie «Loving the Alien» (do álbum Tonight) tem como cenário dois casos distintos de cidade. A Cidade aqui abordada (ou melhor, a sua imagem) consiste numa cidade inventada e imaginária, do foro do onírico e do metafísico versus uma cidade pós-industrial destruída e arruinada. 
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Obsolescência e Inoperatividade: A Arte como Contrafluxo da Mediação

 

When they become obsolete, forms of communication become an index of an understanding of the world lost to us.

Stan Douglas1

 

Tal como vem sendo considerada no campo da arte, a obsolescência é em geral associada a uma arqueologia do que se encontra já fora-de-moda, a uma tentativa de olhar para os media através da sua história, em busca de uma operatividade que possa escapar à mediação intensiva de uma actualidade desses mesmos media
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Homenagem a José Augusto Mourão

Em homenagem ao professor José Augusto Mourão, falecido hoje, 5 de Maio de 2011, investigador do CECL praticamente desde a sua fundação e activo colaborador das publicações deste centro de investigação, republicamos aqui dois dos seus artigos para a Revista de Comunicação e Linguagens (de que era ainda o director). 
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A Viagem Imóvel: Fotografia e Experiência do Deslocamento

No conto «O Aleph», Jorge Luís Borges revela-nos a escrita de um poema intitulado Terra, constituído por uma extensão interminável de estrofes que aspiram a descrever a totalidade do planeta. Na sua elaboração, o poeta (Daneri) utiliza o aleph, um objecto privado que corresponde a um ponto no espaço onde se vêm todos os outros pontos, o único sítio onde todos os outros sítios podem ser vistos. 
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«Aquele Lugar fora do Mundo»: Geografia, História, Ficção

Os viajantes são consabidos mentirosos. Não foram, contudo, as suas mentiras que motivaram o interesse das áreas dos estudos literários e culturais ao longo das últimas três décadas, mas sim as fronteiras frágeis e ambíguas que demarcam o território habitual da literatura de viagens: verdade e mentira, facto e ficção, Geografia, História e Literatura, todas parecem fundir-se ali num discurso consensualmente híbrido. 
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Cognição Distribuída e Metamorfose Comunicacional-Educativa

A forte influência das tecnologias de informação e comunicação não deixou incólumes as salas de aula. A utilização regular das tecnologias da informação e da comunicação (TIC) apresenta-se como um dos grandes desafios a uma literacia digital que se pretende definir pelas competências de acesso e uso mas, sobretudo, de apropriação criativa e produtiva de informação qualitativamente superior. 
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Poliamor, ou Da Dificuldade de Parir um Meme Substantivo

Poliamor. Um substantivo. Uma palavra com uma longa história, um meme que explodiu recentemente em Portugal, embora tenha vindo a crescer sucessivamente nos países de língua inglesa desde há quase duas décadas. Se traçar a história deste movimento é algo relativamente simples, muito mais complicado, por comparação, é traçar a história desta palavra, que nasceu antes de nascer, que nasceu várias vezes, em vários contextos diferentes, muito embora boa parte dessas vezes tenha sido como adjectivo. 
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The Seven Basic Propositions

Clare Strand’s The Seven Basic Propositions is a digital project inspired by, and utilising, the tag lines of 1950s Kodak magazine advertisements. These Propositions point to the early excitement about the possibilities for photography as a mass participatory medium. But when removed from their original context and time, and used to drive Google image searches they take on a different meaning, pointing out the proliferation of photography into every area of our lives. 
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Sobre os Riscos do Mergulho na Dimensão Política do Jogo

A redação destas breves notas lançou-me em dilema de consciência que caracteriza bem a nossa noção atual de comunicação. O dilema é este: sinto, por um lado, uma fundamental desconfiança em relação aos estudos, debates e publicações – reservadas algumas ocorrências esporádicas espacio-temporalmente – que vêm sendo realizadas no Brasil, desde longa data, sobre a comunicação humana. 
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Editorial

2010 foi um ano de pausa e de reflexão para a revista Interact. Há pouco mais de dez anos, em Dezembro de 2000 para ser mais preciso, este projecto veio a público sob a inspirada direcção da nossa colega Maria Teresa Cruz, demonstrando a capacidade de inovação e experimentação do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens no cruzamento entre a academia e as novas tecnologias. 
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