Noite

O vídeo apresentado contém imagens projetadas durante o espetáculo «Noite», de Amélia Bentes. É da autoria de André Sier, também co-criador do espetáculo. A banda sonora é de João Monteiro.
A documentação relativa ao espetáculo original pode ser encontrada em http://www.ameliabentes.com/noite.html

Ficha Artística

Direção e Conceção Amélia Bentes | Interpretação e co-criação Amélia Bentes, André Sier (vídeo e som), ?Lex (câmara em tempo real, manipulação de cena, pré-gravação de vídeo) | Dramaturgia Sofia Neuparth | Figurinos Amélia Bentes, Lidija Kolovrat | Banda Sonora João Monteiro | Música Domestic Portuguese Tracks | Consultoria de Luzes Cristina Piedade | Cenografia Rita Sampaio | Assistente de Ensaios Iara Ferreira | Direção Técnica Raul Seguro | Fotografia Catarina Araújo | Produção Circular Ar | Produção Executiva CBTM | Co-Produção Associação Trampolim e Centro em Movimento

Apoios

Ministério da Cultura e IPAE | CENTA (Vila Velha de Ródão) | Danças na Cidade | Faculdade de Motricidade Humana | Escola Superior de Dança | Atlético de Moscavide  
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Me Myself and I: A Ciberformance no Metaverso

 
Me Myself and I, um work in progress, é um projecto de performance desenvolvido entre o Second Life e o primeiro mundo. Através desta obra, reflicto sobre a obsolescência do corpo e sobre a necessidade da sua ampliação, sobre a nossa emergente condição pós-humana que conduz a um novo conceito de corporalidade, sobre a questão da presença na performance digital e sobre a problemática da identidade no cibermundo ou metaverso. 
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(Des)Materialização do Corpo na Cultura Digital

O desafio central que nos coloca Anna Munster em Materializing New Media: Embodiment in Information Aesthetics (Hanôver, New Hampshire, University Press of New England, 2006), obra intimamente ligada à performance digital como uma forma estética, ética, política e social (caótica, indeterminada e híbrida) de resistência aos modos dominantes de uma cultura de informação (racional, eficaz, produtiva) «silenciadora» de novas modalidades do corpo, do espaço e do lugar, do tempo vivo e «ao vivo», do som, do biológico, da vida e do viver desligadas de uma enraizada e limitativa tradição cartesiana (se amamos o computador amamos Descartes, se amamos Descartes ficamos com pouco espaço para a coexistência do corpo com o digital e do digital com o biológico) -– é a formulação de uma genealogia radicalmente diferente, conceptual e estética, para as estéticas da informação na era digital, uma genealogia que evidencie a materialidade dos novos media
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Futurismo: Na Génese da Performance Digital

«Enquanto as distinções entre a arte da performance e outros novos media são hoje bastante difusas, requerendo novas terminologias, novas maneiras de descrever «performance» neste contexto de trabalho altamente dramático e performativo, é bem claro que o motor histórico da arte e da estética contemporânea é o da história da performance e que ela começa com os futuristas.»

RoseLee Goldberg, in Art and Performance Live, 2004, p. 
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Entrevista a Leonel Moura

Margarida Medeiros: Os seus projectos têm uma componente grande de automação. Interessa-lhe a questão da autonomia da obra, aquilo que ela pode gerar por si mesma?

 

MM: O seu interesse é mais pelo processo de construção, ou pela criação do um objecto ele mesmo capaz de entrar criativamente noutro processo? 
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A Luta contra o Obsoleto entre Moda e Tecnologia

A moda nasce como fenómeno com o significado central da celebração do novo, contrariamente a algumas definições que fazem do vestuário um construtor de identidade, fazendo confusão entre moda e traje, ou ainda entre moda e subculturas juvenis.

Segundo Ted Polhemus1, através da contaminação e da imitação na moda, acontece o extraordinário evento em que o indivíduo, de repente, deseja a mudança, sente que através dela o seu próprio corpo poderia viver melhor porque o novo iria representar o que há de melhor. 
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Cenário, Imaginário e Obsolescência: A Cidade Moderna e a Cidade Pós-Moderna através de «Loving the Alien» (David Bowie, 1985)

Realizado por David Mallet em 1985, o videoclip da faixa de David Bowie «Loving the Alien» (do álbum Tonight) tem como cenário dois casos distintos de cidade. A Cidade aqui abordada (ou melhor, a sua imagem) consiste numa cidade inventada e imaginária, do foro do onírico e do metafísico versus uma cidade pós-industrial destruída e arruinada. 
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Obsolescência e Inoperatividade: A Arte como Contrafluxo da Mediação

 

When they become obsolete, forms of communication become an index of an understanding of the world lost to us.

Stan Douglas1

 

Tal como vem sendo considerada no campo da arte, a obsolescência é em geral associada a uma arqueologia do que se encontra já fora-de-moda, a uma tentativa de olhar para os media através da sua história, em busca de uma operatividade que possa escapar à mediação intensiva de uma actualidade desses mesmos media
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Homenagem a José Augusto Mourão

Em homenagem ao professor José Augusto Mourão, falecido hoje, 5 de Maio de 2011, investigador do CECL praticamente desde a sua fundação e activo colaborador das publicações deste centro de investigação, republicamos aqui dois dos seus artigos para a Revista de Comunicação e Linguagens (de que era ainda o director). 
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A Viagem Imóvel: Fotografia e Experiência do Deslocamento

No conto «O Aleph», Jorge Luís Borges revela-nos a escrita de um poema intitulado Terra, constituído por uma extensão interminável de estrofes que aspiram a descrever a totalidade do planeta. Na sua elaboração, o poeta (Daneri) utiliza o aleph, um objecto privado que corresponde a um ponto no espaço onde se vêm todos os outros pontos, o único sítio onde todos os outros sítios podem ser vistos. 
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«Aquele Lugar fora do Mundo»: Geografia, História, Ficção

Os viajantes são consabidos mentirosos. Não foram, contudo, as suas mentiras que motivaram o interesse das áreas dos estudos literários e culturais ao longo das últimas três décadas, mas sim as fronteiras frágeis e ambíguas que demarcam o território habitual da literatura de viagens: verdade e mentira, facto e ficção, Geografia, História e Literatura, todas parecem fundir-se ali num discurso consensualmente híbrido. 
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