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Confluências do Gesto

Tal como o mito no poema de Fernando Pessoa, em cinema, o gesto é esse «nada que é tudo». Uma sequência inteira, ou uma única cena, o rosto de Ingrid Bergman moldado por um sofrimento vulcânico, ou aquela mão instintiva de Clint Eastwood na iminência de sacar qualquer coisa (não necessariamente uma pistola), são concentrações que nascem do gesto inscrito no olhar, ou do gesto cometido por quem é olhado. 
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Leaving the Factory

Figurações do trabalhador e do trabalho no ecrã são as primeiras imagens que o cinematógrafo filmou, os primeiros movimentos da máquina coincidem com os primeiros movimentos de um corpo que sai da fábrica onde presumivelmente o seu corpo concentrado, recolhido no interior da fábrica se dá à luz e à câmara que encontra no seu êxodo. 
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Corpo Quente, Corpo Frio

Este filme nasce de uma vontade: a de registar uma conversa informal entre amigos que tenha como tema o cinema. O resultado é uma mistura de vozes, uma fria e outra quente, que homenageia todas as amizades cinéfilas. 
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O Pêndulo de Reich: Desaceleração Intensiva

Pendulum Music (1968) de Steve Reich1, é uma peça na qual o tempo do relógio é fundamental no desenvolvimento da noção de desaceleração em música. Aí, Reich explora o feedback enquanto mecanismo de produção de som, bem como o movimento e suas implicações musicais. 
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O Rádio como Corpo sem Órgãos

«O Rádio como Corpo sem Órgãos» pensa o Rádio a partir desta expressão de Antonin Artaud: rádios livres, rádios criadas por coletivos loucos, e diferentes formas de rádio-arte e arte sonora, desde a primeira radiofonia alemã e as paisagens sonoras. 
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Dos Lugares Invisíveis

A invisibilidade do som é uma das razões pelas quais os projetos de planeamento urbano negligenciam uma reflexão sobre as variáveis acústicas, mas a qualidade do ambiente sonoro é um tema universal e é algo que nos afecta a todos. 
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Voz Verbal Vocal: A Poesia Sonora de Américo Rodrigues

Américo Rodrigues tem desenvolvido um labor e um laboratório de experimentação com a sua voz, em espectáculos ao vivo e em gravações, como é o caso deste mais recente disco-objecto, Porta-Voz
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A Ficção como Método: Um Conto de Ficção Científica e a Ontologia Orientada por Objectos

Na tentativa de pensar a técnica como algo vivo e pulsante, como o vírus de Burroughs em «Feedback de Watergate para o Jardim do Éden» (1970), Steven Shaviro usa um conto de ficção científica como método de acesso à Ontologia Orientada por Objectos1 – um contemporâneo movimento metafísico que integra várias linhas de pensamento a convergir para uma crítica geral ao antropocentrismo. 
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Tempo e Espaço do Imaginário Sensível: O Humano e o Maquínico em Confluência Morfogénica

Em certa medida, há diversos modos inventivos e surpreendentes de se narrar histórias (histories) ou mesmo estórias (stories), para se utilizar a distinção designativa em inglês no que se refere, em primeira instância, à investigação e ao estudo de fatos e acontecimentos realizados no passado da humanidade e, em segunda instância, ao poder do engenho criativo do ser humano de comunicar seus pensamentos, valores, crenças e sensações pessoais. 
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Esteticização do Mecanismo: «Plateau», de Paulo Lisboa

Mestres das máquinas, operadores, inspectores e supervisores – os seres humanos sempre pensaram estar ao comando da técnica – veja-se esta paradigmática «mensagem da indústria para si».

 

Mas da mesma maneira que se encara a técnica como um veículo de auxílio e emancipação, surgem, com a mesma proporção, as reacções mais negativas que, para Gilbert Simondon, mais não são do que produto da imaginação: «In this case, then, once through an imaginative process the machine has become a robot, a duplicate of man, but without interiority, it is quite evidently and inevitably nothing other than a purely mythic and imaginary being. 
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Me Myself and I: A Ciberformance no Metaverso

Frame de Me Myself and I: Vídeo-arte a partir de performance no Second Life e de imagem real, 2010.

Frame de Me Myself and I: Vídeo-arte a partir de performance no Second Life e de imagem real, 2010.


Frame de Me Myself and I: Vídeo-arte a partir de performance no Second Life e de imagem real, 2010.

Frame de Me Myself and I: Vídeo-arte a partir de performance no Second Life e de imagem real, 2010.

 
Me Myself and I, um work in progress, é um projecto de performance desenvolvido entre o Second Life e o primeiro mundo. 
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(Des)Materialização do Corpo na Cultura Digital

O desafio central que nos coloca Anna Munster em Materializing New Media: Embodiment in Information Aesthetics (Hanôver, New Hampshire, University Press of New England, 2006), obra intimamente ligada à performance digital como uma forma estética, ética, política e social (caótica, indeterminada e híbrida) de resistência aos modos dominantes de uma cultura de informação (racional, eficaz, produtiva) «silenciadora» de novas modalidades do corpo, do espaço e do lugar, do tempo vivo e «ao vivo», do som, do biológico, da vida e do viver desligadas de uma enraizada e limitativa tradição cartesiana (se amamos o computador amamos Descartes, se amamos Descartes ficamos com pouco espaço para a coexistência do corpo com o digital e do digital com o biológico) -– é a formulação de uma genealogia radicalmente diferente, conceptual e estética, para as estéticas da informação na era digital, uma genealogia que evidencie a materialidade dos novos media
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O Ser Humano e as suas (Re)Criações: Ficção e Ironia do Destino

A palavra «robot» surgiu pela primeira vez na peça Rossum’s Universal Robots (1920) de Karel Čapek. Na sua origem está a palavra checa «robota» que significa «trabalho árduo» ou «escravatura». Os robots da empresa R. U. R. haviam sido criados para substituírem o ser humano em tarefas pesadas e repetitivas. 
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Futurismo: Na Génese da Performance Digital

«Enquanto as distinções entre a arte da performance e outros novos media são hoje bastante difusas, requerendo novas terminologias, novas maneiras de descrever «performance» neste contexto de trabalho altamente dramático e performativo, é bem claro que o motor histórico da arte e da estética contemporânea é o da história da performance e que ela começa com os futuristas.»

RoseLee Goldberg, in Art and Performance Live, 2004, p. 
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Cenário, Imaginário e Obsolescência: A Cidade Moderna e a Cidade Pós-Moderna através de «Loving the Alien» (David Bowie, 1985)

Realizado por David Mallet em 1985, o videoclip da faixa de David Bowie «Loving the Alien» (do álbum Tonight) tem como cenário dois casos distintos de cidade. A Cidade aqui abordada (ou melhor, a sua imagem) consiste numa cidade inventada e imaginária, do foro do onírico e do metafísico versus uma cidade pós-industrial destruída e arruinada. 
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O Mundo Interior e Exterior das Metamorfoses Flutuantes

1.1

Numa compilação de múltiplas efectivações e figurações do corpo ao longo da cultura contemporânea surge um conjunto de considerações transdisciplinares que o assumem como um objecto sobejamente preponderante mas que, paralelamente, questionam a crescente assumpção da sua possível obsolescência. 
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A Viagem Imóvel: Fotografia e Experiência do Deslocamento

No conto «O Aleph», Jorge Luís Borges revela-nos a escrita de um poema intitulado Terra, constituído por uma extensão interminável de estrofes que aspiram a descrever a totalidade do planeta. Na sua elaboração, o poeta (Daneri) utiliza o aleph, um objecto privado que corresponde a um ponto no espaço onde se vêm todos os outros pontos, o único sítio onde todos os outros sítios podem ser vistos. 
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«Aquele Lugar fora do Mundo»: Geografia, História, Ficção

Os viajantes são consabidos mentirosos. Não foram, contudo, as suas mentiras que motivaram o interesse das áreas dos estudos literários e culturais ao longo das últimas três décadas, mas sim as fronteiras frágeis e ambíguas que demarcam o território habitual da literatura de viagens: verdade e mentira, facto e ficção, Geografia, História e Literatura, todas parecem fundir-se ali num discurso consensualmente híbrido. 
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